quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Fui mal educado (graças a deus)

Num passado pouco distante assisti a uma palestra sobre Diversidade e Educação, ministrada pelo professor Luis Gandin. O professor discorreu sobre a “obviologia”, ou seja, estudar aquilo que é (ou parece ser) óbvio. Nesse sentido, considerando meus 22 anos de escola, pensei o que é a Educação e pra quê serve. Para isso, usei um método antigo: a consulta ao dicionário.
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Abaixo segue os significados. Em negrito marquei a opção que mais faz sentido (a meu ver) para a educação escolar:



  1. Ato ou efeito de educar.
  2. Aperfeiçoamento das faculdades físicas intelectuais e morais do ser humano; disciplinamento, instrução, ensino.
  3. Processo pelo qual uma função se desenvolve e se aperfeiçoa pelo próprio exercício: Educação musical, profissional etc.
  4. Formação consciente das novas gerações segundo os ideais de cultura de cada povo.
  5. Civilidade.
  6. Delicadeza.
  7. Cortesia.
  8. Arte de ensinar e adestrar os animais domésticos para os serviços que deles se exigem.
  9. Arte de cultivar as plantas para se auferirem delas bons resultados.



Educação é um termo endeusado, considerado por muitos a solução para todos os problemas. (NÃO CREIO)
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Não vejo o modelo educacional como algo libertário. Pelo contrário, a educação parece ter um caráter individualista, que talvez garanta a própria redenção, assim como a vitória no sistema capitalista ou a salvação no âmbito religioso. Pouco se trabalha a idéia do coletivo a fim de se atingir uma realidade de pessoas socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres, como diria Rosa Luxemburgo.
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Quando vejo os pobres estudando os livros da burguesia é como se eu voltasse uns 500 anos no tempo e me deparasse com os jesuítas catequizando os “índios”. Não é a toa que a cultura popular imortalizou o ditado “de boas intenções o inferno tá cheio”.
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Salve salve Garotos Podres e sua música Escolas:

Nas escolas
Você aprende
Que seu destino já está traçado
Pois querem os transformar
Em Cordeirinhos domesticados
Prontos pra serem transformados
Em operários escravizados


Pessimista? Eu? Rá!
Pessimista uma pinóia.
Novos livros serão escritos.
A verdadeira história será contata.
7 de setembro será esquecido.
E uma independência verdadeira será proclamada.
Eu tenho fé.

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domingo, 28 de agosto de 2011

Papel de bala ou algo assim

Nas conversas que tive com os amigos e nas posteriores reflexões, criei o costume de sintetizar o pensamento em frases, cá estão as que lembrei de anotar.

Não quero construir um futuro brilhante, mas sim um passado alucinante. (Ary Neto)
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A democracia que não permite a anarquia, na verdade é uma ditadura. (Ary Neto)
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Os franceses inventaram o perfume. Os “índios” latino-americanos o banho diário. (Ary Neto)
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Em nome da paz, os cruéis levaram Deus aos quatro cantos do mundo. (Ary Neto)
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Se todas teorias estiveram erradas, só o prazer usufruído terá feito sentido na vida. (Ary Neto)
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Cultura: um barato louco, num processo lento. (Ary Neto)
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A apatia é o primeiro estágio do pensamento revolucionário. (Ary Neto)
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Sou contra a concentração de poder, de renda, de terra e de amor. (Ary Neto)
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Liberdade, igualdade e fraternidade são bases que instituíram, mas não construíram. (Ary Neto)
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Existem dois tipos de pensamento: o cristão e o equivocado... Ou seria o equivocado e o não-cristão? (Ary Neto)
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Um pensamento unânime é o reconhecimento da existência de igrejas não idôneas. Outro pensamento unânime é que nossa igreja não é uma delas. (Ary Neto)
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O senso crítico de uma sociedade e o poder de manipulação dos seus meios de comunicação são grandezas inversamente proporcionais. (Ary Neto)
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Sou ateu, sim, mas confesso que o melhor presente de Deus foi a individualidade. (Ary Neto)

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terça-feira, 26 de julho de 2011

Dancem Macacos Dancem

Depois de um semestre cursando antropologia na Universidade da Integração Latino-Americana, pude me aprofundar em muitas questões sobre a complexidade dessa tal de espécie humana.
Mais do que tudo, estudo aquilo que diz respeito ao homem:
CULTURA
Seria a cultura nossa principal diferença para os macos!?!
Então que...
Nesta semana um camarada me apresentou este vídeo.
Interessante! Divertido! Sensato!


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sábado, 25 de junho de 2011

Não creio em Gênio(s)

Se um dia, num sonho, tivesse por iluminado a localização de uma lâmpada; se um dia, num sonho, me encorajasse a sair no encalço dessa lâmpada; sem exitar iria a sua busca, a pegaria, a esfregaria e aguardaria pelo fenômeno constituído por um som abafado e uma fumaça com cheiro de baunilha que, suavemente, se dissiparia; me permitindo contemplar um gênio, verde e reluzente, que após dois segundos de sorriso me diria, diria em brasileiro, em alto e bom som: “Como já sabe, conforme te foi revelado, diga os teus desejos, todos o três, e eu os tornarei realidade”.

Desde criança penso nisso, nesse encontro com o Gênio, e de lá pra cá minha lista foi uma metamorfose ambulante, mas agora minha ideia está amadurecida. Não titubearei. Serei preciso, pedirei só o que realmente me interessa, algo ostentado por qualquer ser humano, qualquer mero mortal. Enfim, vamos lá Sr. Gênio, já sei o que quero e agora vou te dizer: “Quero ser onisciente, onipresente e, é claro, também quero ser onipotente”.

O Gênio deu um sorriso amarelo e completou com os dizeres “Boa pedida, mas não se vanglorie por uma suposta originalidade, afinal, já me pediram isso antes... De qualquer forma, cá está e assim seja. Está feito”.

Que sensação boa! Já posso sentir a onipotência correndo nas veias! Criarei um planeta que com certeza será bom; nele criarei formas de vida que se multiplicarão, mas que nunca fugirão aos meus olhos, pois minha onipresença os acompanhará até nos seus momentos mais íntimos. Calma, não serei um ditador. Pelo contrário, darei as vidas a infinita possibilidade da escolha, todavia, saberei sempre qual escolha será tomada, mas difundirei essa ideia de liberdade, fruto da minha bondade. Só de sacanagem.

Sim, eu seria um ser supremo. Adaptado para cada cultura, ora loiro e cabeludo, outrora gordo e careca... mas ainda sim, supremo. Sim, seria ótimo, mas que pena isso ser só uma fantasia minha. Que tolo eu era quando aguardava pelo encontro com o Gênio.

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De volta a cena

O Blog Por Comunicação e Cultura ficou inativo por um tempo, em virtude da falta de um computador para o contingente humano que aqui escrevia. O clima das lan house's se fazia pouco estimulante. Enfim, cá estamos, voltamos pra rede e a ideia será continuar com a média de um texto por semana.
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Saudações latino-americanas

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terça-feira, 8 de março de 2011

Uma questão de gênero

Este texto poderia ter um caráter romântico ao falar da mulher, poderia exaltá-la, compará-la as belezas da natureza, enaltecer seus mistérios como se fossem segredos do universo, mas não. Esta não é uma característica deste blog, não temos dom pra poesia. Fiquemos com a fria realidade.

Homens são de Marte, mulheres são de Vênus?
Para com isso. Que pretensão uma classificação dessas... este livro não é melhor do que outros títulos, tais como: Como enriquecer, Como ser feliz, Como fazer do seu filho o presidente.
No entanto, acho que compraria um livro com o título: Mulheres bebem tequila, homens bebem whisky... aliás, eu poderia escrevê-lo, ao menos tentar.

E o papel da mulher na sociedade?
Não vamos chover no molhado... ainda mais em São Paulo.
Sinceramente, não vejo perspectivas promissoras para a mulher dentro da nossa estrutura social. Mudanças mais radicais são imprescindíveis.

Simplista, eu?
Se todas as teorias estiverem erradas (o que não duvido), só uma coisa terá feito sentido na terra: o prazer. Mulheres, no que diz respeito ao sexo: não se acomodem num pedestal, pois é fútil e chato. Nos demais quesitos, podem e devem bater panela... eu vou junto.

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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Pão e Green Label

Bendito sejam os pobres, disse Jesus. No entanto, também disse: - Nem só de pão vive o homem. Foi a pressão do mercado romano que o forçou nesta fala... era a deixa para a indústria da manteiga, do presunto defumado, do caviar, da Hugo Boss...
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Hoje foi mais um dia de liberdade nesse mundo maravilhoso.
Não há como não ficar feliz com a nossa realidade, nossa estrutura e nossa lógica, onde:
A guerra geral tecnologia e lucro;
Os bancos tomam a casa de quem não paga a hipoteca;
Os hospitais particulares só salvam a vida de quem paga;
Empresas fazem seguro de vida para seus funcionários, onde elas mesmas são as beneficiárias... o funcionário sobe na escada e os diretores gritam: Ca-í, Ca-í, Ca-í;
Bons meninos morrem em assaltos, por causa de correntes de prata, motos populares, tênis e tudo mais.
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Não adianta culparmos apenas quem puxa a gatilho. Está na hora de derrubarmos quem constrói as armas.

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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Minicontos

Aquele era o único momento que conseguia encostar em uma mulher. Era por ele que deus permitia existir o trem lotado. (Marcio Damasceno)

Miniconto, ou microconto, ou nanoconto, é uma espécie de conto muito pequeno, produção esta que tem sido associada ao minimalismo. Embora a teoria literária ainda não reconheça o miniconto como um gênero literário à parte, fica evidente que as características do que chamamos de miniconto são diferentes das de um "conto pequeno". No miniconto muito mais importante que mostrar é sugerir, deixando ao leitor a tarefa de "preencher" as elipses narrativas e entender a história por trás da história escrita.

O guatemalteco Augusto Monterroso é apontado como autor do mais famoso miniconto, escrito com apenas trinta e sete letras:


Quando acordou o dinossauro ainda estava lá.


Assim como o estadunidense Ernest Hemingway é autor de outro famoso miniconto. Com apenas vinte e seis letras, mas por trás das quais há toda uma história de tragédia familiar:


Vende-se: sapatos de bebê, sem uso.
Fonte

Confira abaixo outros 13 minicontos de Márcio Damasceno

Siga-o!
(http://twitter.com/MarcioYutaka)

Era puta, dormia com homens horríveis. Mas na faculdade resgatava sua honra dispensando os garotos que todas outras queriam


Pra ele o crachá preso ao pescoço tinha o brilho de medalha de ouro. Para o outro lhe parecia coleira e tinha o peso da derrota


Quando mendigava dinheiro nunca davam, mas comida e agasalho nunca negavam; passou então a vender roupas e enlatados


Ele ia de fretado e voltava de trem lotado. Filosofava na ida e na volta antropologia


Pregava contra a vida padrão e a rotina. Saia em busca de aventura, drogas e mulheres... TODOS OS DIAS


Só ia de carro, até se alí na esquina. Depois se via na esteira da academia. E assim perdia caloria, a mensalidade e a gasolina


Mais que sexo, ele queria um beijo.. Ela disse: "Se fosse esse o caso, não ti cobraria dinheiro”


Ele estava à frente do seu tempo! Por isso ninguém o compreendia e por isso todos o chamavam de retardado


Certo dia, caiu-lhe a ficha. E sentiu a valise pesada, os sapatos lhe apertaram e a gravata quase o matou sufocado


Ele se achava duro, ruim e mal; até se ver quase afogado em suas lágrimas diante do seu pitbull atropelado no asfalto


O homem cheirava muito mal e seu patrão após tentar todos desodorantes, tentou diminuir sua carga laboral. Era isso.


No inverno, ao acordar, não lavava todo o rosto; só molhava a ponta de dois dedos e limpava apenas a remela dos olhos


O suicídio no cristianismo lhe vale o inferno. morrer por alá lhe valem 99 virgens. a vida vale o que você acredita

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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Surplus

Surplus não é um documentário excelente unicamente pelo seu conteúdo, mas também pela sua estética, sagacidade e lucidez na construção dos argumentos. A trilha sonora é um show a parte, que sincronizada com as imagens cria uma sensação de imersão na idéia. Enfim, vale a pena ver!



Fugindo das soluções fáceis, Surplus se contenta em mostrar um beco sem saída. Mas faz isso muito bem.

Longe de ser apenas uma crítica ao consumismo ou a sistemas políticos, Surplus, documentário sueco, dirigido pelo italiano Erik Gandini em 2003, é um olhar sobre o jeito de ser e de viver da humanidade. Largamente divulgado pela Internet, este trabalho coloca em discussão não apenas a vida em sociedade e a ordem estabelecida, como também a própria essência humana.

As necessidades dos homens, as maneiras de reagir a elas e as formas de controle social acabam por comprometer todo o ecossistema terrestre, sem exceção às relações humanas. Nenhuma discussão está mais na ordem do dia do que o equilíbrio socioambiental e ainda antes de Davis Guggenheim e seu Uma Verdade Inconveniente (2006), Gandini levava o tema às últimas conseqüências. Surplus mostra que tanto no capitalismo, como no socialismo, os homens tomam parte de sistemas cuja existência os antecede, mas que estabelecem modos de viver e de pensar, mantendo-os atados, como peças de um jogo maior, cuja função é a manutenção da ordem estatal.

Assim, saem de foco os sistemas político-econômicos em si. Os holofotes são direcionados para aquilo que os sustenta. O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, Steve Ballmer e Bill Gates, executivos da Microsoft, aparecem defendendo a ideologia neoliberal, o capitalismo, o consumismo. Por outro lado, Gandini enfoca o modo de vida socialista, instalado em Cuba por Fidel Castro que surge defendendo sua ideologia não consumista. São dois sistemas opostos, porém ambos se utilizam dos meios de comunicação para divulgar mensagens que patronizam pensamentos, subjulgando corações e mentes, transformando indivíduos em parceiros que garantem a manutenção dos sistemas.

Fazendo analogia à influência da indústria cultural e à forma como é utilizada a linguagem midiática, Gandini adota o ritmo dos vídeo clips. Mescla cenas de palestras, discursos, entrevistas e reportagens jornalísticas em uma edição onde imagens se alternam em sintonia com a trilha sonora de sons eletrônicos. Imagem e ritmo se complementam em uma mistura que soa moderna e revela a intenção do diretor. Ele usa o próprio meio (áudio e vídeo) para chamar a atenção para o poder da mídia, disponível aos governos ou às corporações que ditam ideologias e comportamentos.

Por outro lado, se o discurso utilizado pelos capitalistas também sai da boca dos socialistas, tudo acaba no mesmo. E este “tudo” se refere à relação entre dominadores e dominados. A visão pessimista de Gandini se resume em: o homem é um ser de necessidades, na busca por satisfazê-las criou formas de organização social e, no interior delas, desenvolveu formas de dominação que mantém tudo e todos atrelados à ordem estabelecida, seja consciente ou inconscientemente. O sistema que exaure os recursos naturais, que beneficia os países desenvolvidos e cede aos países do terceiro mundo seus restos é criação dos homens e se mantém por cooperação deles. É um soco na boca do estômago de quem acha que não tem nada a ver com isso!

John Zerzan (o anarquista norte-americano que ganhou destaque a partir da década de 1980), e sua proposta fundamentada no retorno ao primitivismos caem no vazio diante da livre servidão humana a suas próprias necessidades. Gandini reafirma Freud que entende o homem como um ser “fadado à insatisfação”, pois está sempre buscando, sempre à procura sem nunca se complementar.

Ao retornar ao primitiviso o homem retomaria o anseio pelo desenvolvimento, e possivelmente, à sistemas de controle social, aos conflito de classes, ao consumo irracional de recursos naturais, à injustiça social, às relações entre dominadores e dominados. O que Gandini não oferece é a pista para uma saída segura. Assim, escapa à pretensão das soluções fáceis e coloca a solução do impasse sob a responsabilidade de cada um.

Fonte: CINEPLAYERS

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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Manifesto dos Brancos

Faz um tempo que se tem a intenção de falar sobre o sistema de cotas aqui no PCC. Em temporada de vestibulares, este se torna um bom momento para tecer algo sobre o tema. No entanto, por indicação de um amigo, tivemos acesso ao Manifesto dos Brancos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Uma carta dos alunos brancos que vai a fundo na questão, trabalhando os freqüentes argumentos contra e a favor das cotas raciais.

Abaixo segue um extrato do manifesto, bem como, um link para texto completo:

Em um sistema racista, pessoas brancas se beneficiam do racismo, mesmo que não tenham intenções de serem racistas. Nós brancos não precisamos enxergar o racismo estrutural porque não sofremos diariamente diversos processos de exclusão e tratamento negativamente diferencial por causa de nossa raça. Nossa raça (e seus privilégios) são tornados invisíveis dia-a-dia. Este sistema de privilégios invisíveis a nós brancos é que nos põe em vantagens a todo instante, por toda nossa vida, em todas as situações, e que destroça qualquer tentativa de pensarmos que estamos onde estamos apenas por méritos pessoais. Que mérito puro pode ter qualquer branco de estar no lugar confortável em que se encontra hoje, mesmo que tenha saído da pobreza, dentro de um sistema que lhe privilegiou apenas por ser branco, ao mesmo tempo em que prejudicou outros tantos apenas por serem negros?

Leia na íntegra

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